
"... senti uma vertigem ao ver as sólidas paredes abrirem-se a meio; houve um longo e tumultuoso som estridente como a voz de um milhar de torrentes - e o profundo e pantanoso lago aos meus pés fechou-se soturna e silenciosamente sobre as ruínas da CASA DE USHER" Edgar Allan Poe (1809-1849)
Por Caninus Lupus | Sexta-feira, Julho 17, 2009 |

“Eu não fui desde a infância jamais semelhante aos outros. Nunca vi as coisas como os outros as viam. Nunca logrei apaziguar minhas paixões na fonte comum, nem tampouco extrair dela os meus sofrimentos. Nunca pude em conjunto com os outros despertar o meu peito para as doces alegrias. E quando eu amei fi-lo sempre sozinho. Por isso na aurora de minha vida tempestuosa evoquei como fonte de todo o bem e todo o mal o mistério que envolve, ainda e sempre, por todos os lados, o meu cruel destino: Da torrente ou da fonte, do penhasco vermelho da montanha, da luz dourada do Sol de outono que me conforta, do raio que passa por mim no céu, do trovão e da tempestade, e da nuvem que toma forma – quando o resto do firmamento estava azul. Tudo é extraordinário aos meus olhos”.

Por Caninus Lupus | Segunda-feira, Julho 06, 2009 |
Por Caninus Lupus | Sábado, Julho 04, 2009 |
Por Caninus Lupus | Segunda-feira, Novembro 26, 2007 |

Para que cantarei nas montanhas sem eco
As minhas louvações?
A tristeza de não poder atingir o infinito
Embargará de lágrimas a minha voz.
Para que entoarei o salmo harmonioso
Se tenho na alma um de-profundis?
Minha voz jamais será clara como a voz das crianças
Minha voz tem as inflexões dos brados de martírio
Minha voz enrouqueceu no desespero...
Para que cantarei
Se em vez de belos cânticos serenos
A solidão escutará gemidos?
Antes ir. Ir pelas montanhas sem eco
Pelas montanhas sem caminho
Onde a voz fraca não irá.
Antes ir – e abafar as louvações no peito
Ir vazio de cantos pela vida
Ir pelas montanhas sem eco e sem caminho, pelo silêncio
Como o silêncio que caminha...
Por Caninus Lupus | Sexta-feira, Novembro 16, 2007 |

Por Caninus Lupus | Quinta-feira, Outubro 25, 2007 |

Por Caninus Lupus | Segunda-feira, Agosto 06, 2007 |
Und die Wellen weinen leise
In ihrem Blute steckt ein Speer
Bluten leise in das Meer
E as ondas choram baixinho
Em seu sangue está presa uma lança...
Sangram lentamente no oceano
Und die Wellen weinen leise
In ihrem Herzen steckt ein Speer
Bluten sich am Ufer leer
Bluten sich am Ufer leer
E as ondas choram baixinho
A lança está presa em seu coração...
sangram na encosta vazia...
sangram na encosta vazia...
Fragmentos Reise Reise - Rammstein
Por Caninus Lupus | Sexta-feira, Maio 18, 2007 |

Por Caninus Lupus | Domingo, Maio 13, 2007 |
As árvores, meu filho, não têm alma!
E esta árvore me serve de empecilho...
É preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice calma!
- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pôs almas nos cedros... no junquilho...
Esta árvore, meu pai, possui minha alma!...
- Disse - e ajoelhou-se, numa rogativa:
"Não mate a árvore, pai, para que eu viva!"
E quando a árvore, olhando a pátria serra,
Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco
E nunca mais se levantou da terra!
Por Caninus Lupus | Domingo, Março 11, 2007 |
